Lua Nova
Estava lendo no G1 que Lua Nova (New Moon) arrecadou nada menos que US$ 26 milhões nas primeiras horas após seu lançamento. Pois bem: posso dizer que ajudei nisso. Afinal, lá estava eu entre adolescentes histéricas na fila para assistir ao fillme este fim de semana.
É… Uma coisa eu preciso logo admitir: sou fã dos livros, já li todos, tenho todas as músicas da trilha sonora, o primeiro filme. Gosto mesmo! Faz parte de um lado adolescente (que todo mundo tem!) que se recusa em amadurecer e fica suspirando por um Edward Cullen (Roberto Pattinson).
Dos quatros livros, New Moon é o que eu menos gosto. Por isso, o filme pra mim é apenas bonzinho. No ponto de vista técnico, tem uns ângulos de câmera um pouco mais diferentes, que chamam a atenção, mas mesmo assim pra mim continua sendo apenas bonzinho.
Por que? Porque é o livro com a maior carga de sofrimento. Lutar contra vampiros sedentos de sangue, lobisomens ou quaisquer outras criaturas não é nada comparado a dor de Bella ao ser deixada por Edward. Ao sofrimento de ouvir do ser que ele mais amava na vida que ela “não é boa o bastante para ele”. É como diziam os cartazes do filme: “O que fazer quando a sua razão de ser não lhe quer mais?”. Por isso é o livro que eu menos gosto, porque qualquer mulher, pelo menos uma vez na vida, vai se identificar com essa situação, com toda essa dor, com a sensação de que o chão está se abrindo sobre os seus pés e que você não sabe mais o que fazer com o tempo que se arrasta… Qualquer mulher se identifica com isso, em maior ou menor grau.
E o problema é que na vida real, os tais ‘Edwards’ não mentem para protegê-las de um perigo maior, não sofrem com que disseram/fizeram ou por estar longe de suas Bellas, não amam e, principalmente, não voltam pedindo perdão e prometendo nunca mais deixá-las. Na vida real Edwards sequer existem, infelizmente.
E é por isso que esse é o livro/filme que menos gosto da saga: porque é o mais realista e fantasioso ao mesmo tempo.
Em tempo: apesar de metade do cinema adolescente suspirar a cada vez que via Jake, o Lobisomen sarado, sem camisa, eu continuo fã número 1 do vampiro pálido, de olheiras, que toca piano, lê Shakespeare e ama Bella. Isso vale muito mais do que qualquer músculo.



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