Papo de Mulherzinha

O dilema do presente

Já tinha  preparado um post sobre Sex and the City e afins (eu vi o filme na sexta-feira), mas resolvi deixá-lo de lado para falar sobre algo mais sério: o presente de Dia dos Namorados.

Estava conversando com uma amiga sobre a árdua tarefa de comprar um presente para a data. Foi quando ela me lembrou de que pior do que escolher uma lembrança para o ‘namorandinho’  é decidir dar ou não presente para o ‘peguete’. Principalmente, se o peguete está querendo, na verdade, ganhar um ‘upgrade’.

Esse realmente é o maior dilema do Dia dos Namorados. O que fazer com o peguete nessa situação? No melhor dos mundos, a data seria sutilmente esquecida pelo dois lados. Mas como isso está longe de acontecer, vamos às opções:

1- Não comprar presente.

Ok. Você resolveu abstrair a data. Mas e se ele chegar com uma lembrancinha especial? Aquele presentinho comprado com todo amor e carinho? O clima certamente vai pesar quando  ele perceber que você não estava assim tão ligada  data e não comprou nada… tsc tsc tsc (Uma confissão:  já passei por isso!! Tive que comprar no dia seguinte um presente para tentar me redimir! rs)

2- Você compra um presente

Na dúvida, o melhor é comprar uma lembrancinha. Uma caixa de chocolate, por exemplo. Algo para deixar de ’stand by’, caso o cidadão apareça todo-todo com aquele presente que comprou para você. Se ele esquecer a data, melhor: a maravilhosa caixa de bombons é todinha sua. 

Passado o dilema do presente, chega-se ao problema número 2: “o que fazer com o peguete no Dia dos Namorados”?

É preciso ter muito cuidado: qualquer programinha a dois ou mais romântico (como jantar, cinema…) pode dar a impressão de que você está querendo elevar o nível da relação. E se isso não é intenção de alguma das partes, é melhor pensar em outro passeio para a data!

Sair com casais de amigos também pode não ser uma boa ideia. Apesar de não estarem sozinhos, o clima ‘casalzinho’ pode influenciar a percepção do peguete sobre o relacionamento de vocês dois. O efeito inverso acontece se saírem com um grupo de amigos solteiros para curtir a ‘noite’.

A solução: sair com um grupo de casais só de ‘peguetes’! Assim, estão todo no mesmo barco! Senacional!!

Fashion Rio: makes e afins

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Impossível entrar em um backstage e não reparar em todos aqueles produtos de beleza espalhados pelas bancadas de maquiadores e cabeleireiros. Uma das coisas que mais gosto de fazer é ficar quietinha num canto só olhando esses profissionais trabalharem. São tantos sprays, secadores, blushes, sombras e afins que deixam você maluca! Rs Isso sem falar na infinidade de pincéis… para todos os usos!

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Mas, algumas coisas me chamaram a atenção nesta temporada: make para verão é sempre mais lveinho. Não dá para encher o rosto de produtos para depois acabar ‘derretendo’ no calor. Além disso, a estação pede um blush mais rosado, com aquela cara de saudável. Por isso, não vi nada muito diferente em maquiagem. Adorei os olhos da Ausländer. É algo bem simples de fazer: sombra pink com delineador bem marcado. Só precisa ter uma mão firma para não errar no traço!

Auslander - Fashion Rio Verao 2011

Achei legal também o batom rosinha só no lábio inferior que apareceu no desfile de Giulia Borges. Acho que a ideia não pega no dia-a-dia, mas o tom de rosa é lindinho e apareceu também no desfile da Maria Bonita extra. Uma ótima ideia para ajudar a compor os looks românticos do verão.

Giuliana Borges - Fashion Rio Verao 2011

Já na bancada dos maquiadores, me chamou a atenção a presença constante de três produtinhos: o primeiro, todo mundo já conhece muito bem – é a base Face and Body, da MAC (que eu acabei de comprar!). É incrível: 9 entre 10 maquiadores usaram. Acho que tinha visto tanta variedade de tons assim antes só mesmo nas lojas da marca! RS

O segundo item é o Colossal, rímel de volume da Maybelline. Já ouvi muita gente falando bem dele (comprei e estou adorando, mesmo porque tem um super custo-benefício: custa menos de R$ 20 e realmente dá um volume aos cílios…). Foi usado por maquiadores nos desfiles da Ausländer, Cavendish, New Order, Isabela Capeto…

E o último item é o demaquilante para a área dos olhos da Nívea. Esse eu também acabei de comprar para testar! Rs

achados

Já no quesito cabelos: o verão pede cabelos mais natuais, soltos e tal. Mas, para quem quer fugir do visual ‘cabeleira’, as tranças são uma boa opção. Apareceram na Redley, Salinas, Têca… Mas nada daquela trança perfeitinha. O atual é deixá-las meio desfeitas, sabe? Bem larguinhas, ‘mal acabadas’, no bom sentido. Na Têca, se não em engano, eles faziam um rabo de cabalo, depois a trança e por fim a prendiam em um coque super fofo.

 Agora, quem quiser um look mais diferente, pode copiar a ideia da New Order. O penteado é super simples de fazer.

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Fashion Rio: os eleitos

Este será um verão mais delicado e romântico. Pelo menos foi a essa a impressão que tive após a semana carioca de desfiles. Com exceção de uma grife ou outra com pegada mais rocker ou sexy – como Ausländer e Carlos Tufvesson – o que se viu na passarela foram modelitos mais (como dizer??) femininos, delicados mesmo. Muitas saias (sempre curtas, claro!), estampas florais e cores delicadas… as ‘candy colors’: versões um pouco mais vivas do que os tons pastéis de azul, rosa, verde….

Os meus eleitos:

Graça Ottoni -  mais básica, minimalista… porém extremamente chique! Amei as peças com brilho e quero muito o blazer branco brilhoso que apareceu na passarela.  (É só clicar nas imagems para ampliá-las)

Crédito: Ag. Fotosite

Crédito: Ag. Fotosite

Maria Bonita Extra – as estampas estavam um luxo e as modelos pareciam desfilar por um encantador jardim.

Crédito: Ag. Fotosite

Crédito: Ag. Fotosite

Filhas de Gaia  – os vestidos eram ‘mais do mesmo’, nada de muito novo, mas amei a inspiração no universo lúdico e imaginário que super me lembrou Tim Walker.

 

Crédito: Ag. Fotosite

Crédito: Ag. Fotosite

Printing - para começar, amei a trilha sonora – a música antiguinga que citei no post anterior. Além disso, os vestido em cores básicas, porém super trabalhados e com aquele estilo ladylike me conquistaram. Adoro o ‘truque’ de amarrar o cinto à cintura ao invés de afivelá-lo.

Crédito:Ag. Fotosite

Crédito:Ag. Fotosite

Isabela Capeto – o que falar o trabalho de bordado e aplicações de pedras e afins dos vestidos? Lindos, românticos… bem a cara da estilista.

Crédito: Ag. Fotosite

Crédito: Ag. Fotosite

Moda praia - Lenny, como sempre, estava chique e atemporal. Porém, o desfile de beachwear que mais gostei foi o da Triya. Fiquei encantada com as estampas da grife, estreante no Fashion Rio. O biquíni amarelo com estampa tipo de oncinha é um ‘Tem Que Ter’.

Reprodução JB Online

Reprodução JB Online

A Cor – Amo os tons de rosa mas a minha do cor do verão será mesmo o azul. Vale qualquer variação: desde os mais clarinhos, bem cor de glacê (sabe?), passando por um tom mais ‘queimado’ e chegando ao azulão Bic. Essa foi uma cor constante nas passarelas do FR.

Filhas de Gaia - Fashion Rio Verao 2011

Nos Pés – Os sapatos no estilo Oxford foram constantes na passarela. Adorei a combinação com os vestidos leves, típicos do verão. Cria um look arrumadinho e brinca com a ideia de ‘pegar emprestado’ alguma peça do guarda-roupa do namorado para dar uma ‘pesada’ no look. O modelo reinou ao lado de sanálias pesadas, com salto meia-pata.

Pílulas do Fashion Rio

 

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Queria muito ter conseguido postar aqui no blog direto do Fashion Rio. Mas a última semana foi punk de trabalho: cansativa, mas muitooo legal. Nada  como poder acompanhar de perto o trabalho de estilistas, modelos, maquiadores, cabelereiros e todos os outros personagens quem fazem um desfile de moda acontecer. Mas o twitter – tanto o meu @daniellacadavez, quanto o do Fashion Rio @fashionrio2010 – não parou um minuto! Tem muitos tweets e fotos por lá.

Bom, aproveitei também para fazer algumas anotações e imagens de coisas legais que vi nas passarelas, nos backtages e no Rio-À-Porter – salão de negócios do FR. Vou postando aos poucos aqui no blog! Ah, todas as fotos foram feitas do meu iPhone, então não estão lá essa maravilha… (ta ai algo que a Apple ainda precisa melhorar no aparelho)

Pra começar, algumas ‘pílulas’ – notinhas do ‘inside’ Fashion Rio:

O Píer: Nessa edição, Fashion Rio e Rio-À-Porter ocuparam, juntos, seis armazéns do Cais. Um espaço meeega grande. E o Píer está lindo, revitalizado e super bem cuidado. Não resisti e aproveitei todos os dias mais ensolarados para bater várias fotos do pôr do sol.

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Uniforme ‘fashion’: É, pelo visto, o inverno será mesmo da meia calça e da legging de cirré. O uniforme era visto em 8 entre 10 ‘fashionistas’ que passaram pelo píer. A meia calça vinha acompanhada de vestidos, saias e shorts. Já a legging, de camiseta mais longa com camisas xadrez ou jaquetas.

Trilha sonora: Foi, literalmente, um show à parte. Teve banda ao vivo no desfile da Totem – algo bem carioca, bem com cara de verão mesmo – e também no desfile da Ausländer. Este último transformou a passarela em um show de verdade, com direito à público no gargarejo do palco, modelos curtindo o som no fim do desfile e o estilista da marca ’se jogando’ para a galera. A Printing levou para a passarela uma trilha com cara de antiguinha, algo bem décadas de 20/30 – algo que eu adoro!! Isso sem falar na Blue Man, que levou a passarela para o palco do teatro Glaucio Gil e teve, de quebra, um showzinho particular de Ney Matogrosso.

 Walter Rodrigues: O desfile do estilista, apenas com modelos negras, foi lindo. Me lembrou a história dos manequins azuis da coleção África que vieram para a exposição de Yves Saint Laurant, no CCBB, ano passado.

Carol Trentini: A modelo desfilou para a Salinas e Redley. Ela é uma fofa! Atendeu a todos os jornalistas, deu entrevistas, sempre super educada e com um sorriso no rosto. Por falar em personalidades que cruzaram a passarela, o casal Marcello Antony e Carolina Dieckman, pela TNG, não empolgaram muito. Marcelo é super simpático e parecia estar mais à vontade no papel de modelo. Carolina é linda, mas definitivamente não leva muito jeito para desfilar. Mas valeu a tentativa!

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O que vem por aí: A próxima edição de verão deve contar com mais quatro grifes de moda praia. O objetivo é  transformar o Rio na capital mundial de beachwear. Além disso, há a ideia de criar aqui uma casa para o Cruise Collection, ou seja, incorporar esses desfiles ao line up do Fashion Rio.

A transformação

Estou um pouco atrasada no ‘factual’, é verdade, mas não poderia deixar de comentar aqui o ‘new look’ da ex-ministra Dilma Roussef. Estava pensando em começar uma seção de análise dos looks dos candidatos quando começasse o horário eleitoral (pois é… eu adoro horário eleitoral. Vai entender…), mas, pelo visto, vou ter que antecipar os comentários.

 Muito se falou sobre o assunto essa semana. Dilma saiu na frente: foi a primeira dessa corrida eleitoral a dar uma reformulada no visual. A primeira mudança aconteceu em janeiro do ano passado, quando ela surgiu com novo corte e cor de cabelo, sem óculos e  – dizem os jornais – com algumas cirurgias plásticas no currículo. A mudança realmente foi drástica, como se a então ministra estivesse saído daquele programa ‘Dez Anos Mais Jovem’.

Do site G1

Do site G1

Quase um ano e meio depois – e após passar momentos um pouco mais complicados, como o tratamento contra um câncer linfático – eis que Dilma reaparece com um novo visual, de novo! Dessa vez, o corte de cabelo foi assinado pelo hayr stylist Celso Kamura. Os fios mais curtos e penteados para o alto lembram o visual chique da estilista Carolina Herrera, mas também o da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (também criado por Kamura).  

De todos os visuais da ex-ministra, esse foi o que eu mais gostei. Acho que finalmente ela encontrou um look que a deixou mais feminina, mas ao mesmo tempo com aquele ar ‘forte’, ’sério’ que acho que os marqueteiros dela querem passar. Algo como aquela conhecida frase  de Che: “Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás!”.

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É claro que quando se avalia um candidato, quando decidimos em quem votar, levamos em conta mais o caráter, a integridade e as propostas daquele candidato do que o visual em si. No entanto, não dá para negar que a forma como aquela pessoa se apresenta tem um grau de importância nessa equação. Somos e vivemos numa sociedade muito visual: antes de ouvirmos alguém, damos aquel ‘avaliada geral’ no look da pessoa (mesmo que inconscientemente). Não é?

Então, mais do que uma questão de vaidade, ter um bom visual é ter também um bom cartão de visitas. E os políticos não estão de fora, principalmente num eleitoral em que mais do que nunca suas imagens estarão em destaque em cartazes, panfletos, na TV, campanha na rua e comícios. Acho que é importante pensar nisso como uma parte da estratégia de campanha: fazer com que o candidato ou candidata tenha uma imagem que corresponda às ideias que quer passar e ao cargo que pleteia. Aliás, esse é um conceito que pode ser adotado por todo mundo.

Pesquisando na Internet, achei uma entrevista do Celso Kamura à Rolling Stone sobre o novo look da Dilma. Ele toca em alguns pontos bem legais, detalhes sutis que fazem toda a diferença. Por exemplo: as sobrancelhas. Kamura conta que tirou um pouco da parte de cima para que o olhar ficasse mais suave. Sobrancelhas muito arqueadas passam uma ideia de arrogância. Outro ponto forte foi a maquiagem mais natural, porém com destaque para os olhos – deixando o olhar mais forte (esse é um ponto muito legal! Porque, como dizem, os olhos estão ligados aquela questão da confiança, da verdade… o ‘olhar nos olhos dos outros’ é muito importante e tal). Enfim,  entrevista é bem bacana, acho que vale a leitura.

Agora, depois disso tudo, fica a dúvida: se a campanha da ex-ministra vier a deslanchar será que teremos uma avalanche de cortes à la Dilma pela frente?

Mais um conto

Era uma vez uma garota comum, como tantas outras da cidade. Ela vivia uma vida tranquila, entre trabalho, amigos, rolos e alguns namorados. Até que um dia, ela se apaixonou como nunca antes na vida. Mais do que isso: ela havia descoberto o amor. Essa palavrinha tão comum hoje em dia, usada de tantas maneiras, em tantas ocasiões, mas tão poucas vezes dita com verdade. Pois bem, ela havia conhecido o amor, esse de verdade, que não precisa de grandes declarações ou de uma grande razão para existir.

Mas, nem tudo na vida é o que parece ser e logo ela descobriu  que a recíproca não era tão verdadeira assim. Se é que um dia a tal reciprocidade chegou a existir. Ela ficou machucada, magoada, chorou e sofreu. Mas, aos poucos, ela juntou cada pedaço e se reconstruiu.

O tempo passou e a garota mudou: envelheceu, conheceu outros lugares, outras pessoas, se mudou. Hoje a garota é uma nova mulher. Mais forte, é verdade, com um bom emprego, fazendo o que mais gosta, com sua própria casa , cercada de amigos e com um namorado apaixonado. Mas ela nunca mais sentiu daquela maneira, ela nunca mais disse um ‘eu te amo’ . Suas declarações de ‘quase amor’ se resumem a  um “eu também” ou “idem”, no máximo.

O motivo: ela não sabe. Talvez porque nenhum outro seja como aquele.

Garimpo no Top Fashion Bazar

Aproveitei o feriadão para dar um pulo no Top Fashion Bazar. Nunca consigo resistir à oportunidade de comprar roupas novas com um preço legal. RS

Comprei algumas coisinhas bem legais na Leeloo e na OH, Boy!, mas, de um modo geral, acho que essa edição da feira deixou a desejar.

Primeiro, sentir uma super falta da Osklen. Apesar de não ser uma típica cliente Osklen (eu acho as roupas lindas, mas não combino com elas). De toda forma, adorava entrar no estande da marca para tentar garimpar alguma coisa. Também não vi por lá outras marcas que sempre marcavam presença como a Check List e Ecletic (se bem que não sou muito fã desta última…).

Passei pela Espaço Fashion (sem fila para entrar, um milagre!), Farm, Cantão, Dress To e X-Site. Confesso que não fiquei muito animada com o que vi (acho que estou ficando muito exigente…). Mas fiz ótimas comprinhas na Leeloo e OH, Boy! Adoro as duas marcas e o estande da Leeloo é sempre um ótimo ponto do evento.

Saí de lá com esse vestido azul florido e de manga ‘bufante’ que estava paquerando há um tempão! Ele é super fofo, veste bem e fica ótimo com um cinto fininho. (custou R$ 98!)

vestido

 Já na OH, Boy!, comprei uns ‘basiquinhos’: camisetinha lilás com estampa de passarinhos (R$ 48), blusinha amarelo flúo (R$ 49) – não está na foto porque já está passando! – e um blazer preto boyfriend (R$99). Estava louca atrás de um blazer não muito quente (afinal, estamos no Rio de Janeiro) para usar nos dias mais fresquinhos de inverno e esse foi um achado! “Filho ùnico”, como diria minha mãe.

blazercamiseta

O mais legal é a loja faz ajustes simples (como uma bainha ou um apertozinho na calça) de graça! Não importa se a peça é da coleção anterior: segundo a vendedora, é só levar na loja e pedir para ajustar.

Guarda-roupa virtual

Que garota nunca sonhou em ter um guarda-roupa como o filme ‘As Patricinhas de Beverly Hills’? (lembram??)

Então: estava vendo, outro dia, alguns videos na internet e me deparei com uma matéria do programa Hoje em dia (aquele programa matinal da Record) sobre uma consultora de estilo que criou um software como o do filme! (a matéria está abaixo)

Além das combinações, o programinha diz quantas vezes a pessoa usou o look, qual foi a última vez, onde foi e até quem a encontrou naquela ocasião. Ele pode ser baixado pela internet e custa R$ 385 . O preço é um pouco salgado, é verdade. Mas, quem sonha em ter um guarda-roupa virtual sem gastar (ou melhor: sem gastar!), pode optar pelo site Closet Couture.

Ele segue o mesmo princípio do tal software: cataloga e ajuda a montar os looks. Só não tem aqueles adicionais todos. O processo é bem simples (mas pode levar um booom tempo). O primeiro passo é fazer um cadastro, o que é bem rápido e sem problema. Depois, ai sim, a parte mais demorada, é preciso fotografar peça por peça. O legal do site é que você pode criar combinações apenas com as suas roupas ou ‘pegar emprestado’ alguma outra peça que gostaria de ter, como sapatos Jimmi Cho ou uma bolsa Prada. Além disso, é possível ainda inspirar-se com as combinações criadas por outros participantes da comunidade.

Por fim, quem desanimou com a ideia de ter que fotografar, uma a uma, as roupas do guarda-roupa pode optar por uma solução mais simples: registrar o look usado a cada dia. Essa ideia já é bastante conhecida (e difundida aqui na web – há a cada dia mais blogs legais nesse estilo de ‘com que roupa eu fui’). Além disso, as imagens servirão de ‘guia’ para os dias em que você acorda sem inspiração para bolar aquela produção.

Algumas blogueiras que fazem isso muito bem:

* Hoje Vou Assim

* Hoje Vou Assim OFF

Atualização em 23/04/2010

Gente, esqueci de falar sobre os aplicativos desse tipo para o iPhone!  Como uma iPhone maníaca, fui procurar algumas opções de closet online para o celular. Há dois programinhas bem legais. O primeiro, que eu uso!, é o Stylish Girl. Ele é super fácil de usar e funciona como o outro aplicativo online: é só fotografar as peças e montar as combinações. O ‘plus’ desse aplicativo é a seção ’suitcase’, uma super ‘mão na roda’ quando vamos viajar e não sabemos o que levar na mala! E o melhor: é totalmente free!

O outro é o Iwardrobe. Esse aplicativo tem duas versões: a grátis e outra que custa US$ 0,99 no iTunes. O mais legal dele é que dá para marcar quando foi a última vez que você usou aquela peça ou combinação.

E aí, o que acharam das dicas? Quero opinões!! Alguém conhece outro programinha legal para organizar o guarda-roupa? =)

A oração

Sou fã de Clarice Lispector. Simples assim. Qualquer coisa que eu fale a mais sobre a escritora ou sua obra seria apenas ‘o mais do mesmo’. Por isso, prefiro reproduzir aqui no Blog um trecho de Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres. (Um livro que tem me ajudado, me ‘guiado’ muito nos últimos tempos… Ajuda a refletir, eu recomendo!).

Essa é uma das minhas passagens preferidas: li pela primeira vez quando eu ainda era criança (tinha uns 9, 10 anos) no curso de teatro. Na época, as palavras soaram só como palavras. Mas de alguma forma eu gostei e esse trecho acabou sempre me acompanhado… já esteve nas páginas de um dos meus diários, impresso no mural de fotos do quarto…

… Ajoelhou-se trêmula junto da cama pois era assim que se rezava e disse baixo, severo, triste, gaguejando sua prece com um pouco de pudor: alivia a minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada a minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar não é morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que me lembre de que também não há explicação porque o filho quer o beijo de sua mãe e no entanto ele quer e no entanto no beijo é perfeito, faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma também incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que eu durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma senão não poderei sentir que Deus me amou, faze com que eu perca o pudor de desejar que na hora de minha morte haja uma mão humana amada para apertar a minha, amém.

… Nos piores momentos, lembre-se: quem é capaz de sofrer intensamente também poderá ser capaz de intensa alegria.”

Um bom fim de semana para todos!

“São as águas de março fechando o verão…”*

A foto é da equipe de O Dia (meus ex-colegas!)

A foto é da equipe de O Dia (meus ex-colegas!)

Cenas como as que assistimos desde a noite de ontem e durante todo o dia de hoje no Rio me fez lembrar de quando eu era pequena. Lembro que quando criança (isso lá pelos anos 90), todo verão eu via na TV aquelas matérias da Globo sobre enchentes pela cidade. Era sempre a mesma coisa: verão com forte calor e temporais no fim da tarde que alagavam diversos bairros da cidade. Eram bueiros transbordando, pessoas andando com água no meio da canela, abandonando os carros ou ainda tentando salvar o que podiam dentro de casa. Deslizamentos de encostas, mortes…

É claro que a chuva que caiu no Rio não foi normal. Segundo os jornais, foi o maior temporal dos últimos 44 anos! Eu, por exemplo, sai de Botafogo por volta ds 18h30 (logo depois que o temporal começou) e me surpreendi ao ver que o início da rua onde eu trabalho já estava completamente alagada. Às 19h30, a Rua Jardim Botânico já estava tomada pela água, segundo me disse um taxista. Quase às 21h, cheguei a São Conrado. As pistas da Estrada da Gávea também pareciam rios. Por sorte, realmente por sorte, cheguei em casa às 22h depois de enfrentar um belo engarrafamento, mas sem ficar ilhada, graças a Deus, em nenhum bolsão de água. Realmente, foi muita água, não há como negar. Não haveria galeria pluvial que desse jeito.

Ok, a topografia (é assim que se diz?) do Rio não colabora muito: ficamos numa espécie de vale, cercado de montanhas rochosas (dai os deslizamentos)… e ainda temos o mar, com a ressaca que piora tudo. (os geólogos me desculpe, se estou falando alguma besteira…)

Mas, por outro lado, há aspectos dessa tragédia que poderiam ter sido senão evitados, pelos menos, amenizados. Há quantos anos não se fala sobre a ocupação irregular de encostas? Entra governo, sai governo e é sempre a mesma coisa. Ok, esse não é um problema de solução imeditada. Mas é uma questão tão antiga! Mas só lembrada quando a chuva aparece (e olha que não precisa ser nem um temporal anormal como esse). Não adianta o Lula dizer que já participou de tentativa de tirar pessoas de áreas de risco e não é fácil. O que adianta é efetivamente fazer.

O mesmo sobre a manutenção das galerias pluviais ou os esgotos entupidos. Se já são frequentes, devem ser feitas com ainda mais regularidade. Porque, sinceramente, eu ando pelas ruas – principalmente de Botafogo – e vejo tanto lixo em lugares onde deveria passar a água, como nos bueiros, por exemplo. É claro que nesse ponto não podemos só pedir providências das autoridades… a população tem sim, uma bela parcela de culpa. Afinal, o que não faltam são ‘porquinhos’ que jogam lixo na rua… Ou vai dizer que nunca viu um espertinho abrir a janela do carro e jogar um papel para o lado de fora?

Sei que tudo isso que estou dizendo é ‘chover no molhado’ (desculpem o trocadilho infame! para dar uma descontraída). Mas ver tanta gente morrendo e o desespero de outros tantos que ficaram ilhados vendo a água subindo e não poder fazer nada é desconcertante. Odeio essa sensação de impotência.

* Na verdade, essas águas de março estão atrasadas, já que já estamos em abril! E, infelizmente, a última coisa que elas trouxeram foi ‘promessa de vida’…=/

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